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Mapa de Evidências sobre a Efetividade Clínica da Aromaterapia

Grupo de trabalho responsável pela construção do Mapa

Adriana Nunes Wolffenbüttel (coordenadora), Lissandra Zanovelo Fogaça, Priscilla Araújo Duprat de Britto Pereira, Vívian Angélica dos Santos Malva.


O que é o Mapa

Sistematizar informações de revisões sistemáticas em Aromaterapia com intuito de instrumentalizar profissionais e gestores quanto ao cuidado em saúde. Este Mapa de Evidências se baseia em revisões sistemáticas e resume intervenções e desfechos em saúde relacionados à Aromaterapia.





Revisões sistemáticas fornecem um processo confiável que resume as melhores evidências disponíveis e relevantes em determinada área. Relatamos o método e resultados de acordo com as diretrizes do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses) e o International Initiative for Impact Evaluation Evidence Gap Methodology. Essas orientações são apoiadas por um painel de especialistas técnicos, bibliotecários, profissionais de saúde, formuladores de políticas e pesquisadores.


Este Mapa é parte de uma série de Mapas de Evidências sobre aplicação clínica das Práticas Integrativas e Complementares da Saúde (PICS), que estão na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), e é fruto de Projeto de Cooperação entre o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME), como parte do Departamento de Evidência e Inteligência para a Ação da Saúde da OPAS/OMS, o Ministério da Saúde por meio da Coordenação Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde e o Consórcio Brasileiro Acadêmico de Saúde Integrativa (CABSIn).


O mapa apresenta uma visão geral das evidências sobre os efeitos da Aromaterapia para Saúde Mental, Indicadores Metabólicos e Fisiológicos, Dor, Saúde Reprodutiva, Bem-Estar, Vitalidade e Qualidade de Vida, Doenças Crônicas Não Transmissíveis, Doenças Infectocontagiosas, Saúde Bucal, Indicadores Psicológicos e Comportamentais, Câncer, outras Terapêuticas e Cicatrização. A partir de uma ampla busca bibliográfica (CINAHL, MEDLINE, EMBASE, PubMed e BVS) foram incluídos no mapa 74 estudos de revisão (37 sistemáticas, 34 revisões sistemáticas com metanálise, 2 metanálises e 1 revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados). Todos os estudos foram avaliados, caracterizados e categorizados por um grupo de pesquisadores da área da Aromaterapia.


Principais Achados

● Os estudos primários incluídos nas revisões estão concentrados em países (foco) como Irã (32 estudos), Estados Unidos (17 estudos), Coréia do Sul (16 estudos), Turquia (15 estudos), Reino Unido (12 estudos), Japão (9 estudos), Austrália (7 estudos), Taiwan (7 estudos), China (6 estudos), Índia, Egito, Itália, Alemanha e Brasil (5 estudos cada), Suécia e Canadá (4 estudos cada), Indonésia, Tailândia e Áustria (2 estudos cada), Bangladesh, Camarões, Coreia do Norte, Costa do Marfim, Espanha, Etiópia, França, Holanda, Irlanda, Israel, Malásia, Nigéria, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos Amsterdam, Paquistão, Quênia, Rússia, Singapura, Sudão, Tanzânia (1 estudo em cada), país não informado (25 estudos).

● As 74 revisões incluídas foram publicadas em países como Reino Unido (33 revisões), Estados Unidos (21 revisões), Coréia do Sul (4 revisões), Holanda (3 revisões), Alemanha (3 revisões), Suíça e Irã (2 revisões cada), Irlanda, Etiópia, Dinamarca, China, Japão e Austrália (1 revisão cada).

● As revisões sistemáticas avaliaram efetividade e incluíram ensaios clínicos randomizados (RCTs) (263), RCTs + ensaios controlados não randomizados (80) e ensaios clínicos + estudos observacionais (25).

● Para a Avaliação de Qualidade das 74 revisões, se aplicou a ferramenta AMSTAR 2 (Measurement Tool to Assess Systematic Reviews) resultando em 10 revisões de nível alto, 3 revisões de nível moderado, 10 revisões de nível baixo e 51 revisões de nível criticamente baixo.

● A maioria das evidências disponíveis concentra-se na intervenção do óleo essencial de Lavandula angustifolia (158), sendo aplicado por inalação (43) e aplicado por massagem (26), para os desfechos do grupo de saúde mental (10 desfechos distintos).

● Os desfechos mais observados foram transtorno de ansiedade (47 intervenções), qualidade do sono (12 intervenções), dor no parto (11 intervenções), alívio da dor (7 intervenções), pressão arterial (7 intervenções).


Implicações para a prática e pesquisa

● Os efeitos positivos e potencialmente positivo (135 intervenções) foram relacionados principalmente a saúde mental/transtorno de ansiedade/indicadores psicológicos e comportamentais (75 intervenções), dor (32 intervenções), bem-estar/vitalidade/qualidade de vida (20 intervenções), indicadores metabólicos e fisiológicos (24 intervenções), saúde reprodutiva (14 intervenções), outras (20 intervenções).

● Os efeitos inconclusivos/misturados e sem efeito (23 intervenções) foram relacionados principalmente a saúde mental (10 intervenções), dor (6 intervenções), indicadores metabólicos e fisiológicos (4 intervenções), saúde reprodutiva (3 intervenções), bem-estar/qualidade do sono/vitalidade (1 intervenção), doenças infectocontagiosas (2 intervenções). Para estes efeitos serem mais bem avaliados, uma ampliação do número de estudos se faz necessário.


Observações do Grupo de trabalho responsável pela construção do Mapa


· Ressalta-se que a ferramenta AMSTAR 2 não avalia a eficácia, eficiência ou confiabilidade da intervenção. Portanto, os termos “alta", "moderado", "baixo" e "criticamente baixo” não estão relacionados com a ação terapêutica da Aromaterapia.


· Ressalta-se, ainda, que a ferramenta AMSTAR 2 é instrumento adequado para avaliar a qualidade das revisões sistemáticas e/ou meta-análises, principalmente quando incluídos ECRs, seguindo um check list de 16 critérios. Este instrumento de avaliação foi validado/publicado em 2017. Assim, artigos datados anteriormente, possivelmente não observaram esses critérios na sua totalidade quando foram escritos.


· Ressalta-se que as conclusões, da maioria dos autores das revisões sistemáticas e meta-análises incluídas no Mapa, relatam uma não padronização nos estudos clínicos de Aromaterapia. Apontam que a heterogeneidade, em relação aos (a) óleos essenciais, (b) óleos vegetais carreadores, (c) diluições ou concentrações, (d) frequência de aplicação e (e) métodos de aplicação, dificultou a sistematização das revisões sistemáticas e meta-análises.


· O grupo de trabalho responsável pela construção deste Mapa de Evidências de Aromaterapia tem consciência de que a não padronização e heterogeneidade nos estudos clínicos de Aromaterapia são devido às infinitas possibilidades de metodologias de intervenções terapêuticas, onde o foco principal é a pessoa como um ser integral e único, sem deixar de atender os desfechos ou outcomes.



Forma de citar

Efetividade Clínica de Aromaterapia. BVS Mapa de Evidências [Online]. São Paulo: BIREME/OPAS/OMS. 2021

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1 Comment


rcarnos
rcarnos
Jul 13, 2022

Assisti a palestra, no Conaroma, sobre o Mapa de Evidências e fiquei interessado. Qual é o link para acessá-lo? Parabéns por mais este grande trabalho!

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